Neste momento, se pudesse, desligava o interruptor. Mas as coisas não são assim tão simples...
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Estamos a 15 dias do Natal, na rua já cheira a Natal há muito tempo, contudo o meu espírito natalício é pouco ou nenhum.
Ano após ano sinto cada vez menos o Natal. E este ano ainda menos. Se pudesse saltava esta quadra.
Aqui em casa a minha mãe já começou com os preparativos, já tem o pinheiro enfeitado e a casa também já está semi-decorada.
Não me apetece pensar que é Natal outra vez, não me apetece pensar em prendas, em decorações, em reuniões familiares... não me apetece pensar que o ano está a acabar e com ele tantos objectivos ficaram por concretizar.
2008 até foi um ano marcante, aconteceram coisas boas, alcancei algumas metas... mas queria mais, planeei mais, sonhei com muito mais... e foi isso mesmo, não passou de um sonho.
Porquê que tenho sempre expectativas muito altas em relação ao mundo/pessoas á minha volta?! Depois dá nisto, acordo com um sentimento de frustração e desapontada com a vida.
Porquê que não posso controlar os meus sentidos, porquê que não posso sentir só e quando quero?! Porquê que tenho a tendência de aproximar-me de pessoas erradas?! Porquê que quero sempre mais e mais de mim, das pessoas, do mundo?!
domingo, 7 de dezembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
No domingo passado a minha querida avó passou mal. Desmaiou. E mesmo depois de "acordar" manteve-se algum tempo sem falar. Quando falou, mostrou sinais de não estar em si. Dizia coisas sem nexo.
Claro que foi levada imediatamente para as urgências da zona, onde a exma. sra. dra. apenas disse: "É a idade." Eu sei que a minha avó tem muita idade, 94 anos não é brincadeira, mas acho que esses 94 anos de idade merecem mais respeito e atenção por parte dos outros.
Acredito que se fosse uma pessoa muito mais jovem seria submetida a outros exames de forma a testar e comprovar a que se devia o desmaio e falta de juízo. Posso estar a dizer uma barbaridade, mas não consigo ver a minha avó mal e ficar de braços cruzados simplesmente porque já viveu muitos anos.
Nos primeiros dias ainda estava muito confusa, agora, apesar de já estar em sim, já não sai da cama.
Custava imenso vê-la fora de si, a chamar a minha mãre (sua filha) de mãe. Pensei tanta coisa ao mesmo tempo. Ás vezes somos tão egoístas, queremos ter sempre as pessoas que mais amamos presentes mesmo quando estão em situações de sofrimento. Não vou dizer que minha avó esteja em sofrimento fisico, pois não está. Mas psicologicamente está a sofrer.
Agora que está em si, e está numa cama, tendo sido uma pessoa tão cheia de vida, e neste momento que se vê sem forças para sair da cama pelos seus próprios pés, chora. Chora quase como uma criança. E custa vê-la chorar, são poucas as lembranças de vê-la a chorar.
É a lei da vida, e um dia mais cedo ou mais tarde, as coisas seguiriam o seu rumo.
Tenho saudades, saudades daquele mulher cheia de vida e independente apesar da sua bonita idade. Tenho saudades de sentir a sua vontade viver, de sentir que mesmo que vivesse 100 anos nunca seria velha.
Foi, é e sempre será uma das mulheres da minha vida. Viva o que viver, aconteça o que acontecer nunca a vou esquecer e sobretudo nunca esquecerei os valores que me transmitiu e toda a força de viver que transbordava de todo o seu ser.
sábado, 25 de outubro de 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Se eu conseguisse passar para aqui aquilo que tem sido os meus últimos dias.
Se eu conseguisse escrever tudo aquilo que me vai na alma e no coração.
Se eu conseguisse saber o que vai além deste silêncio que me rodeia.
Se eu...
Se...
A minha vida nos últimos dias não passa de "SES".
Cada vez me reconheço menos.
Nunca fui pessoa de SE e agora eles são uma constante na minha vida.
Não sei onde está aquela segurança e determinação que eram os principais traços da minha personalidade.
Estou desiludida, mas pior que estar desiludida é estar desiludida comigo mesma.
Se eu conseguisse escrever tudo aquilo que me vai na alma e no coração.
Se eu conseguisse saber o que vai além deste silêncio que me rodeia.
Se eu...
Se...
A minha vida nos últimos dias não passa de "SES".
Cada vez me reconheço menos.
Nunca fui pessoa de SE e agora eles são uma constante na minha vida.
Não sei onde está aquela segurança e determinação que eram os principais traços da minha personalidade.
Estou desiludida, mas pior que estar desiludida é estar desiludida comigo mesma.
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