domingo, 28 de setembro de 2008

Às vezes parece que nunca estamos no sitio certo à hora certa.
E é isso que eu sinto, hoje, passados 10 anos quase, dei comigo a pensar se naquele dia estava no sitio certo. E se não estivesse lá o que seria a minha vida hoje. São questões que nunca vou obter resposta, como tantas outras que surgem entre as minhas crises existenciais.
Há quase 10 anos atrás conheci alguém, com o passar dos dias tornou-se importante, começamos a namorar e ainda hoje estamos juntos. Mas os últimos tempos não têm sido nada semelhantes aos momentos vividos no início.
Algo desapareceu, algo deixou de existir entre nós. Não somos daqueles casais que estamos sempre a discutir, não é isso.
Mas acabaram-se os momentos bons, acabaram-se as longas conversas, acabaram-se os planos, os desejos em comum, acabou-se a cumplicidade... Tudo passou a ser normal entre nós.
Pelo menos é isto que sinto. Não sei o que ele sente, nunca lhe perguntei, nem tenho vontade de o fazer. Não será a atitude mais correcta, eu sei. Mas optei por viver assim, dia após dia e esperar para ver o que me reserva o dia de amanhã.
Passo muito tempo sozinha, magoa-me é verdade, mas por outro lado é quase uma escolha minha. É estranho, mas muitas vezes prefiro estar só em casa e sentir-me só do que estar junto de pessoas que me identifico cada vez menos.
Pensar nisto deixa-me angustiada. Por isso evito pensar.
Talvez esteja a hipotecar a minha (ou nossas) vida (s). Mas neste momento ainda não consigo ter coragem suficiente para tomar qualquer posição.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

... vim até aqui...queria escrever(dizer) algo, mas ando sem palavras.

Sinto-me "amarrada".

Por isso... até um dia destes.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008


Há coisas que me irritam! Ou melhor, há pessoas de quem eu gosto muito mas que de vez em quando me irritam. Quando começam com as suas opiniões, ditas de forma quase impositora... enervam...
É ponto assente que eu ando à procura de trabalho, que eu quero e preciso trabalhar. E que apesar de não procurar à muito tempo, esta situação causa-me ansiedade.
E detesto que me digam constantemente: "Não estás propriamente a morrer a fome e a precisar de dinheiro."
Já lhes disse, que não, não estou a morrer á fome, e que não se trata de precisar ou não de dinheiro, mas eu PRECISO de trabalhar. Sentir-me ocupada, sentir-me útil. E claro, não há como ganhar o ser próprio dinheiro. Começar a organizar a minha vida, ter algo meu. Desafogar os meus pais, que até agora têm suportado todas as minhas despesas. Será que alguém percebe?!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

As últimas semanas têm sido algo "emocionantes".
À cerca de uma semana casou a minha melhor amiga.
(Neste momento até pode não ser aquela pessoa que eu procuro quando estou a precisar de um ombro amigo, mas é a amiga que eu conheço a mais tempo, conheço desde sempre, desde que me conheço como gente ela já existia na minha vida, é uma amiga de longa data. Brincamos juntas, aprendemos coisas juntas, rimos juntas, choramos juntas, chateamo-nos... Costumo dizer que somos amigas já do berço. Mas as circunstâncias da vida fizeram com que nos afastássemos um pouco, crescemos e como é normal mudamos. Sei que para ela eu sou aquela amiga, mas a nossa forma de ver e viver a amizade é diferente. Eu sou muito intensa, dou tudo mas por defeito ou feitio há momentos/situações que não consigo dar tudo sem receber nada em troca e é aqui que peco, por ser exigente, por exigir dos outros aquilo que eu sou. E é nesse ponto que nos afastamos (ou fui eu que me afastei), ela é uma pessoa muito fechada e reservada. Eu não, sou mais aberta (pelo menos no que toca à amizade) e espontânea. E foi pela ausência de espontaneidade da sua parte que talvez tenhamos ficado mais distantes...)
Ainda me lembro quando veio a minha casa contar-me que tinha sido pedida em casamento. Acho que nunca a vi tão feliz em toda a sua vida. (Não teve uma vida muito fácil) Os seus olhos estavam repletos de lágrimas. lágrimas de felicidade, o coração batia tanto que parecia saltar do peito.
Naquele momento fiquei muito feliz por ela, ela merece ser feliz. Dei-lhe um abraço e desejei-lhe toda felicidade do mundo. Choramos as duas, de felicidade. Eu estava feliz por ela. Mas, logo depois, senti que a iria perder e que nos íamos afastar ainda mais. Talvez esteja a ser egoísta, talvez porque na minha vida ainda não deu esse CLIQUE...não é por mal. É porque gosto muito dela, e lamento e entristece-me tê-la longe da vista e do coração. Agora que já casou, e que sei que é a mulher mais feliz do mundo, sei que encontrou um marido à sua altura, alguém que a ama e que quer fazê-la feliz, sei que aquele dia foi o dia mais feliz da sua vida... e isto não porque ela me tenha dito, mas sim porque consigo ler nos seus olhos... ESTOU FELIZ.
Gostaria de aqui chegar e começar a escrever de forma natural, que me fluíssem as palavras de forma espontânea e conseguisse assim passar para "papel" tudo aquilo que me apetece dizer e não digo, aquilo que sinto.
Mas infelizmente (ou não) não sou dotada dessa faculdade. Em tempos, na minha adolescência, o meu passatempo favorito era escrever, o meu sonho era escrever um livro e ser professora de português/francês.
(Hoje em dia o meu "passatempo" favorito é estar com os amigos e o meu maior sonho é encontrar a luz ao fim do túnel e ser feliz. Ah...O português ficou pelo caminho e resolvi seguir os números por opção própria.)
Mas os tempos mudam, tudo muda... Acabei por seguir uma área completamente diferente, mas estou satisfeita. Agora resta encontrar trabalho, algo com que me identifique e que me sinta realizada a nível profissional. (pelo menos a nível profissional)
Parei e li o está para trás, achei um discurso pessimista... Não sou (ou pelo menos não era) uma pessoa pessimista. Talvez seja fruto da ansiedade em que vivo, ansiosa por orientar a minha vida, ansiosa pelo CLIQUE.

domingo, 10 de agosto de 2008

Desde os meus 13 anos que vivo sozinha com os meus pais. Os meus 2 irmãos saíram cedo de casa. Um deles passou a vir a casa apenas nas férias (Verão, Páscoa e Natal), o outro passou a vir apenas uma vez no ano e quando era possível. Um facto é que nos últimos anos no mês de Agosto encontramos-nos todos em casa dos meus pais. (onde eu vivo)

Neste momento, somos 9 pessoas dentro da mesma casa (contando com os rebentos). Sei que para os meus pais, principalmente para a minha mãe que aguarda e prepara esta chegada com muita ansiedade e dedicação estes dias são dias que autêntica alegria. O trabalho é também abundante, desde refeições, limpezas, roupas... o que eu considero ser uma sobrecarga muito grande para a minha mãe, que tem já os seus problemas de saúde.

Este é um dos pontos que me faz alguma confusão, e que muitas vezes faz com que entre em conflito com a minha irmã.


Por outro lado esta confusão dentro da minha casa, o ter que dividir o meu espaço e certas coisas com esta multidão faz-me confusão, ando mais irritada, stressada... há dias em que fico ansiosa para que este mês passe rápido, para que a minha vidinha volte á normalidade... afinal de contas eu também estou de férias mas acho que chego ao final do verão mais cansada ainda...
Será egoísmo?!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Hoje apetece-me dizer uma série de coisas que me atormentam, mas acho que não tenho coragem. Não sei se alguém compreenderia, eu própria não compreendo por vezes.
Sim, talvez seja cobarde... mas quem nunca o foi em algum momento?!
Sei que não tenho enfrentado as dificuldades de frente, sei que não tenho sido suficiente forte para tomar uma decisão, sei que não... EU SEI!!
Cada dia, mês, ano que passa identifico-me menos, no entanto deixo as coisas andarem... Talvez esteja a hipotecar uma vida, mas mesmo assim continuo...
Quando é que vou encontrar resposta para todas as questões (algumas existências)?
Quando é que vou tomar uma decisão e encontrar forças suficientes para defendê-la e levar até ao fim e arcar com as consequências?! QUANDO???
Quando é que vai surgir aquele momento? Aquela luz ao fim do túnel que me fará seguir na direcção certa?
Enquanto isso... eu continuo... assim... levando a vida.
Assusta-me quando penso que posso estar a cometer um grande erro, porque eu sei que há erros que não podemos corrigir e temos que viver com todas as consequências, quem sabe, durante uma vida.
Poderei estar a hipotecar a felicidade...